| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Tyrannidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Tyranninae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | M. ferox |
A maria-cavaleira é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.
Os representantes do gênero Myiarchus podem ser facilmente identificados, mas a diagnose entre as espécies do gênero pode ser mais complexa, pois as aves são muito semelhantes.
Seu nome científico significa: do (grego) muia = mosca; e de arkhos = dono das regras, chefe; e do (latim) ferox = bravo, selvagem, feroz. ⇒ Chefe feroz das moscas ou Feroz papa-moscas.
Em todas as aves do gênero, a garganta e parte superior cinzas, com a barriga amarela. Dorso escuro, com a cabeça relativamente grande e penas do topete mantidas semieriçadas. Bico escuro e forte. Cauda longa, do mesmo tom das costas. Nas asas, duas faixas claras e bordos claros nas penas de voo. Essa espécie, Myiarchus swainsoni e Myiarchus tyrannulus são muito parecidas, de difícil identificação até para especialistas. O bico é todo negro, embora os detalhes somente possam ser observados de perto e com ótima luz. Assim como outras marias-cavaleiras, possui a parte inferior amarela, a garganta cinza e as partes superiores castanhas.
O canto é a característica principal para diferenciação. Um chamado rápido é o mais corriqueiro. Alegre, levemente acelerado no início e terminado com uma nota um pouco mais longa.
Possui três subespécies, das quais duas ocorrem no Brasil:
Alimenta-se principalmente de insetos alados que captura em voos curtos, retornando ao poleiro em seguida, mas também caça insetos sobre as folhas e ramos de árvores e consome pequenos frutos.
Vcocaliza o ano inteiro, com maior constância entre novembro e julho (período reprodutivo), quando apresenta outros chamados. O ninho é construído em buracos de árvores. São geralmente postos dois ovos amarelados.
Mantém-se pousado abaixo da copa, seja em matas, seja em áreas abertas. Usa desde as árvores altas até o sub-bosque das florestas, bem como vive nas áreas de cerrado aberto. É desconfiada, vive no meio da copa das árvores e é mais fácil ouvi-la do que vê-la. Seus hábitos não diferem muito das outras marias-cavaleiras, pois passa a maior parte do tempo imóvel, empoleirada no estrato médio de bordas de matas.
Está presente em todo o Brasil, ocorrendo em simpatria com M. swainsoni, M. tyrannulus e M. tuberculifer ao longo da maior parte da distribuição.